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Ninjutsu



As técnicas e seu treinamento

“Para o ninja o impossível é lugar comum”.

O praticante entende esta frase como uma das filosofias do modo de vida do ninja, então em cada treino ele dá o melhor de si por mais difícil que ele seja. Por causa das circunstâncias históricas, a arte ninja é composta por várias técnicas, fazendo com que o seu treino seja árduo e muito eclético.

Dentro das disciplinas do ninjutsu existe uma variedade de treino com armas e técnicas de finalização de luta, mas o que mais o diferencia de outras artes marciais é justamente as técnicas militares. As disciplinas no ninjutsu são conhecidas como “os 36 Bugei”

É bom lembrar que o praticante nem sempre vai aprender todas as técnicas, pois dentro de um clã ou de um dojo, cada aluno se especializa em um determinado número de disciplinas. Para que elas não se percam no tempo, o mestre garante que elas vão ser transmitidas de geração a geração, as ensinando completamente pelo menos a um aluno, geralmente o melhor. Um outro sistema de manutenção destas técnicas é que quando um aluno vai avançando na sua graduação ele pode treinar mais disciplinas para atingir um Dan mais elevado.

As diversas técnicas são organizadas em um sistema de treinamento, de forma que o praticante pode utilizar mais de uma técnica para cada tipo específico de treino. Dentre todos existem cinco que tem uma importância maior, pois tem uma certa ordem evolutiva e de dificuldade:

Kihon: são seqüências curtas de movimento. Varia de um a dez movimentos. Tem o objetivo de aprimorar as técnicas isoladamente, aumentando a agilidade, coordenação, flexibilidade, fluidez e força. Este tipo de treino é aplicado a todo o tipo de técnica possível do ninjutsu desde a luta corporal até o manuseio e combate armado.

Kata: são seqüências maiores de movimento. Não tem um tamanho definido, porém devem ter uma lógica e contar uma história. Aliado ao treino de kata existe o treino de aplicação de técnica, que deixa o kata mais próximo da realidade de um combate verdadeiro. Neste treino objetiva-se a resistência anaeróbica, fluidez de técnica, treino de aplicação de seqüências, propriocepção, coordenação neuromuscular, equilíbrio, agilidade e força. Existem kata(s) de armas e de mãos nuas.

Kumite: é o combate propriamente dito. Este é o primeiro treino que é obrigatoriamente em dupla, pois os dois primeiros também podem ser treinados de maneira individual. O kumite tem níveis de intensidade gradual e pode ser, assim como os outros, com ou sem armas. É necessária resistência aeróbica, pois os combates podem durar até uma hora, pois todos devem lutar individualmente com todos, para haver mais variabilidade técnica. É neste treino que o aluno tenta aplicar as técnicas numa situação real de combate.

Kotombo: é o treino militar de guerrilha onde existe o combate entre equipes. Tem como objetivo principal simular as técnicas de espionagem, infiltração e abordagem. Neste treino colocam-se em prática os conhecimentos da luta bem como os conhecimentos de estratégia militar, que são vistos, por exemplo, no livro “A arte da guerra” de Sun Tzu. As capacidades envolvidas são a concentração, atenção, resistência aeróbica, coordenação dos movimentos, velocidade, agilidade, reflexo e percepção dos sentidos. Pode ter uma duração de quatro horas ou mais.
Campo: é o grande teste do praticante, seria o período competitivo em uma periodização. Os praticantes põem em prática tudo que aprenderam e treinaram. É quando os praticantes atingem o máximo da forma física no final de um ciclo de treinamento. Pode durar de três dias a duas semanas, contando com preparação do campo, construção das bases, e os jogos, que podem ou não ter espionagem.

 

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